sábado, 16 de outubro de 2010

Marilena Chauí levanta-se de seu sarcófago mental

Circula pela Internet uma entrevista da pensatriz Marilena Chauí. São cerca de 12 minutos de peroração pseudofilosófica em que ela desanca Serra e enaltece Dilma, afirmando que o candidato tucano é uma ameaça à democracia e aos direitos sociais. A pensatriz se mostra indignada com a imprensa, em especial a Folha de S. Paulo — justamente o jornal que lhe deu vida. Ainda que não pecasse pela indigência mental, Chauí já pecaria por ingratidão. Escarra na mão que a afaga ao criticar a suposta “imprensa burguesa”, que, ao longo das últimas décadas, não fez outra coisa senão transformar Lula no mito de fancaria em que se tornou.

Se me sobrar paciência, quem sabe disseco a fala dessa notória militante do PT travestida de professora de filosofia. De antemão, noto apenas que ela considera os supostos 80% de aprovação do governo Lula (quem confia em institutos de pesquisa?) como uma espécie de imperativo categórico. Por esse critério, Hitler também deveria pairar acima de qualquer crítica, pois antes mesmo de iniciar a Segunda Guerra e implantar uma ditadura na Alemanha, já tinha uma popularidade avassaladora.

Mas reconheço que Marilena Chauí evoluiu um pouco — já chama Fernando Henrique Cardoso pelo nome.  Antes, em conferências acadêmicas, referia-se a ele como “desgraça”, como se um professor, que tem o poder de julgar seus alunos através de notas, tivesse o direito de ser assim tão parcial.

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