sábado, 4 de outubro de 2008

Faculdades de Pedagogia

A revista Nova Escola, da Fundação Victor Civita, da Editora Abril, foi, durante muitos anos, uma ponta-de-lança do esquerdismo no ensino. Houve época em que cada uma de suas edições era uma apologia do construtivismo, sobretudo pelo viés dos socioconstrutivistas, as saúvas da educação no país. É o que chamei de "Pedagogia do Ratinho", em artigo publicado há cerca de 10 anos e que pode ser lido no blog Palavra Acesa, em que reúno antigos artigos que ainda não passaram da data de validade.

Felizmente, seguindo a própria revista Veja, que se tornou uma trincheira do que resta de idéias liberais no Brasil, a Nova Escola resolveu denunciar o descalabro da educação brasileira a partir de sua principal fonte — as faculdades de pedagogia. A reportagem de capa da revista constata um problema grave: as faculdades de pedagogia não estão preparando o professor para lecionar nas séries iniciais. Eles aprendem muita teoria histórico-sociológica sobre os sistemas de ensino (leia-se marxismo), mas não aprendem o que ensinar e como ensinar. Leia trecho inicial da reportagem:

"O professor, por excelência, é o profissional que sabe ensinar e tem domínio sobre os conteúdos que leciona. Aparentemente óbvios, esses preceitos infelizmente não se confirmam no dia-a-dia, e a maior causa disso é a formação inicial. O curso de Pedagogia, que deveria garantir a competência de quem leciona na Educação Infantil e nas primeiras séries do Ensino Fundamental, forma profissionais despreparados para planejar, ensinar e avaliar. O resultado é a péssima qualidade da Educação no país.

"Um curso que tem como missão formar profissionais tão diversos como professores de diferentes segmentos, além de coordenadores pedagógicos, gestores, supervisores de ensino e pesquisadores, não tem como prioridade no currículo o 'quê' e o 'como' ensinar determinadas faixas etárias. Segundo a pesquisa realizada pela Fundação Carlos Chagas para
Nova Escola, apenas 28% das disciplinas dos cursos ministrados em todo o país se referem à formação profissional específica - 20,5% a metodologias e práticas de ensino e 7,5% a conteúdos."

A íntegra da reportagem pode ser lida aqui.

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